domingo, 31 de outubro de 2010

Reforma Protestante



Hoje, 31 de outubro, comemora-se o DIA DA REFORMA. Há 493 anos atrás, Martinho Lutero pregou nos portões da Catedral de Wittemberg(Alemanha), suas 95 teses sobre o evangelho, expondo dessa maneira a corrupção da Igreja de sua época e a pregação de um evangelho anátema por ela. Tal atitude, certamente inspirada pelo ESPÍRITO SANTO de Deus, provocou uma grande revolução religiosa e social, da qual ainda hoje se percebe os bons frutos e o doce perfume.


Quando o homem se coloca aos pés de Jesus e dispõe a realizar a Sua obra, o Santo Espírito de Deus capacita e realiza Sua obra em nós para o bem do Homem.


Jesus tinha dado aos seus discipulos o mandamento de irem a todo o mundo e de pregarem o evangelho a todas as criaturas. Tinha lhes confiado o evangelho do perdão dos pecados, ordenando-lhes que o "pregassem" no poder do Espírito Santo. Este evangelho, assim, nunca seria palavra dos discípulos. Seria sempre palavra de Deus. Nunca seria posse da igreja que pudesse manipular assim como bem entendia. A igreja, pelo contrário, deveria ser constantemente disciplinada e guiada pelo evangelho de Jesus. Lutero mais tarde chegaria a afirmar: "A igreja é criatura do evangelho". Isto é, o evangelho faz a igreja; não é a igreja que faz o evangelho.


Mas este era o mal da igreja do tempo de Lutero. Ela se tinha apoderado do evangelho de Jesus e o administrava a seu critério. Quem vivia inserido na realidade e na prática da igreja, já não tinha acesso à mensagem libertadora da palavra de Jesus, porque no confessionário ele ouvia mais de punições e de atos de penitência do que do perdão conquistado para ele através do sacrifício de Cristo na cruz. O relacionamento pessoal com Deus em Jesus Cristo tinha passado para segundo plano. A coisa importante era o relacionamento correto com a igreja e a submissão total a ela.


Neste cenário espiritual as palavras de Lutero deveriam soar como toques de corneta: Jesus Cristo, o Senhor e Salvador, falou no começo e ele continua falando hoje. Vamos entender a Sua palavra como sendo palavra Dele mesmo. Não a entendamos como palavra da igreja, ajeitada por ela. Só Jesus Cristo é cabeça da igreja, não alguma autoridade. O que importa é que o corpo siga a cabeça.


Que vivamos em cosntante REFORMA, sempre buscando a lapidação da pedra bruta em pedra lapidada. Buscando estar no centro da vontade de Deus, em consonância com Seu evangelho puro e perfeito, livre de preconceitos, julgamentos e egocentrismos. Amando ao Senhor com todo nosso coração e ao próximo com a nós mesmos. Reconhecendo na pessoa de JESUS CRISTO o AUTOR E CONSUMADOR de nossa FÉ, o único meio para salvação de nossas vidas e expiação de nossos pecados.


"... mas eu sei em que tenho crido e estou bem certo que Ele é poderoso para guardar o meu tesouro até o Dia Final". II Tm 1.12


Texto inspirado no livro "O verdadeiro tesouro da igreja" de Lindolfo Weingartner.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Filosofando


Após um longo período de hibernação a chama da inspiração voltou a aquecer e clarear o meu coração, e o que estava frio e obscuro se tornou aquecido e claravidente, logo a vontade de voltar a escrever no blog se mostrou um objetivo interessante. Muitas vezes penso que seria inútil escrever algumas linhas por aqui, pois ninguém passa por aqui mesmo para ver o que essas poucas linhas têm a dizer... mas como que motivado por um impulso de rebeldia, deixo a razão e as inseguranças de lado e me apazíguo com a possibilidade e probabilidade(ainda que remota) de alguém passar por aqui e compartilhar um pouco dos meus pensamentos. Por vezes, até a certeza de que ninguém além de mim lerá o que tenho escrito, não me aflinge tanto... as vezes basta eu mesmo... afinal escrever no pergaminho virtual deste sítio me permite colocar em ordem a confusão de sentimentos que borbulha e ferve no meu coração. As vezes escrever me ajuda a me entender, acaba sendo um exercício de auto-conhecimento. E quem em sã consciência pode dizer que isso não é bom?



É interessante como o tempo todo somos levados pelas novas gerações e tendências sem uma simples avaliação de certo e/ou errado, necessário/desnecessário, de dever e/ou não. Caminhamos simplesmente como "gado", massa de manobra, sem fazer uso de nossa característica mais peculiar, a inteligência.



Há poucos dias notei na minha página do orkut, a atualização de um de meus contatos que dizia "nunca é tarde para reavaliar suas opiniões... elas definem sua postura perante a vida". E o que me chamou muito a atenção foi o fato de que algo totalmente óbvio, comum e necessário ao exercício de nossa condição de ser intelectual e social, torna-se pura e simplesmente, somente uma frase de efeito... acho que há um caminho de isolamento, de "robotização" e passividade tão extremos que não procuramos entender o mundo, o próximo e o pior, nem a nós mesmos. Como saberemos o que é bom para o mundo se nem ao menos sabemos o que é bom para nós? Parece que é proíbido pensar, que é chato aprender e terminantemente grosseiro questionar.



O que quero dizer com isso é que não devemos nos tornar rebeldes sem causa, seres miseráveis que motivados pela força da juventude(na maioria das vezes) contestam tudo e todos com o mais inógbil dos sentimentos, a busca desenfreada e ilimitada pelo próprio prazer. Mas abrirmos mão de nossa condição ativa de agente de transformação social - na busca de um edifício social equilibrado - nos tornando "autistas" em relação a própria vida, sem questionar, sem sentir, sem ver, nos empobrece de tal forma que nos faz menor do que realmente somos. Prostituimos assim a coroa da criação divina... fazendo de nós mesmos nem seres intelectuais, muito menos espirituais.



Meu intuito é que nós possamos pensar, para sermos agentes de transformação permanentes, que vivamos segundo os ditames da honra, da justiça e do amor. Que possamos perseguir o aperfeiçoamento moral, o amor fraternal e a emanciapação progressiva e pacífica no infinito de nosso universo interior, fazendo-nos senhores de nossas próprias vontades e não escravos de tradições e/ou novas tendências equivocadas.




Vander Guerra